Extração dentária: esclareça as principais dúvidas sobre o tema!

Fazer uma exodontia (extração dentária) desperta uma série de inseguranças. Afinal de contas, por mais que seja um procedimento considerado comum, trata-se de uma cirurgia e exige uma série de cuidados. O primeiro passo para evitar problemas é conhecer mais sobre o assunto e avaliar as particularidades de cada caso.

Assim, ao encontrar um dentista experiente e de confiança, fica mais simples passar por todas as etapas com total segurança e alcançar excelentes resultados. Tudo isso, é claro, com foco em preservar a saúde bucal em longo prazo.

Quer saber mais? Vamos mostrar um guia de como é feita a exodontia para tirar todas as suas dúvidas. Acompanhe!

Quando é feita a exodontia?

A exodontia funciona como uma alternativa quando não existem outras possibilidades de recuperar um dente. Dessa forma, esse procedimento deve ser avaliado cuidadosamente pelo cirurgião-dentista, que realiza o método com foco em preservar a saúde bucal do paciente de maneira geral.

O mais importante é compreender que a exodontia exige atenção especial durante o pré e o pós-operatório, para que tudo aconteça conforme o esperado. Afinal de contas, a retirada de um dente acontece por motivos diferentes e, consequentemente, pede tratamentos personalizados em cada caso. Veja, abaixo, os principais motivos que podem causar a extração do dente:

  • cárie profunda e não tratada adequadamente;
  • dentes que não conseguiram se desenvolver completamente e estão fora da posição ideal na arcada dentária dentro do tempo esperado;
  • restos de raízes presas dentro do tecido ósseo do dente ou à gengiva;
  • dentes que nasceram de maneira normal, mas foram danificados;
  • exodontia de dentes que impossibilitam o correto alinhamento dentário; 
  • raízes fraturadas.

Além disso, muitos dentistas recomendam a exodontia de dentes inclusos que nascem apenas parcialmente. Normalmente isso acontece com os terceiros molares, os dentes do siso.

O motivo é que bactérias se infiltram no tecido adjacente, criando uma colônia e contaminando o dente. Como consequência, boa parte do osso e do dente é destruída e existe a chance de se tornar um problema mais sério.

Em um quadro como esse, os dentes inclusos seguem na tentativa de atravessar o tecido da gengiva, ainda que não exista espaço para acomodá-los. Essa pressão constante pode afetar também os dentes vizinhos. A remoção do dente, em uma situação como essa, torna-se a melhor opção para evitar sofrimento desnecessário no futuro.

Como prevenir a extração do dente?

O primeiro passo para evitar a extração do dente é manter a saúde bucal em dia. Ao primeiro sinal de anormalidade nos dentes e na boca, você precisa procurar um dentista. Muitas pessoas têm receio de ter um diagnóstico mais grave a adiam a consulta o máximo possível.

Saiba que, quando se trata desse tipo de tratamento, quanto antes o problema no dente for identificado, mais simples será para resolvê-lo. No caso de uma cárie, por exemplo, quando tratada no estágio inicial, não existe a chance de causar danos mais sérios.

Além disso, também se torna indispensável ter cuidados diários com a higiene bucal para montar uma barreira de proteção. Conheça os principais abaixo:

  • escovar bem os dentes e usar fio dental diariamente;
  • ter uma dieta balanceada e evitar comer entre as refeições;
  • incluir na rotina produtos de higiene bucal que contenham flúor;
  • usar enxaguante bucal com flúor sempre que o dentista recomendar.

Vale lembrar que a decisão de extrair o dente deve ser tomada com bastante cuidado. O profissional precisa conversar previamente com o paciente e fazer a observação clínica de acordo com as particularidades de cada caso. Se uma decisão for tomada equivocadamente, existe a chance de comprometer a arcada dentária mesmo com a retirada de apenas um dente.

Como é feito o procedimento?

Cada exodontia pode ter algumas particularidades por conta dos problemas apresentados pelo paciente. Assim, antes de realizar o procedimento, o dentista vai solicitar as radiografias e outros exames necessários. As radiografias, por exemplo, mostram ao profissional o comprimento, o formato e a posição do dente que precisa ser extraído e do osso adjacente.

A partir disso, é mais fácil para o profissional avaliar o grau de dificuldade do procedimento. Entre as principais recomendações estão fazer uma boa higiene oral, não fumar e não beber álcool 12 horas antes da cirurgia.

Passo a passo

Após todas as avaliações concluídas, a área em torno do dente deve ser anestesiada. Normalmente, essa etapa é feita com anestésico local, que amortece a área da boca onde ocorre a extração.

No processo simples, depois da anestesia fazer efeito, o dente é deslocado do osso com uma espécie de alavanca e em seguida extraído com um fórceps dentário. De acordo com o procedimento adotado pelo dentista, ele também pode remodelar o osso e suavizar a área que sustenta o dente.

Depois de terminada essa etapa, alguns pontos cirúrgicos são dados no fechamento da área. O tempo do procedimento também costuma variar bastante conforme o grau de dificuldade da extração. Em um caso de dente do siso, por exemplo, a média é de uma hora.

Quais cuidados tomar após a exodontia?

Os cuidados após uma exodontia são determinantes para o sucesso do procedimento. Isso porque descumprir as recomendações do profissional pode dificultar a recuperação, abrindo os pontos, causando sangramentos e outros problemas decorrentes do pós-operatório.

A anestesia aplicada costuma durar em torno de quatro a cinco horas. Além disso, os quadros de sangramento podem acontecer nas primeiras 24 horas. O mais indicado para controlá-los é colocar um pedaço de gaze limpa e pressionar delicadamente na área da extração. A pressão deve ser feita com os próprios dentes, de maneira suave.

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Edema facial

O edema (inchaço) na área em que o dente foi extraído é um efeito comum depois do procedimento. Para reduzi-lo, é importante fazer compressas geladas nos primeiros 3 dias. Conforme a disponibilidade de cada pessoa, o procedimento pode ser realizado de 20 em 20 minutos. Após o quarto dia, o tratamento do edema deve ser feito com água quente.

Caso apresente dificuldades de abrir e fechar a boca, em decorrência da tensão gerada pela extração, é preciso evitar movimentações bruscas na face e aguardar o processo natural de cicatrização da área.

Recomendações do dentista

Após o procedimento feito em consultório, o dentista recomenda manter a área limpa para evitar infecções. Após dar os pontos, o profissional pede que o paciente morda uma gaze levemente seca e esterilizada que deve permanecer na boca por volta de 45 minutos.

O propósito, aqui, é estancar o sangramento. Nas próximas 24 horas, o ideal é não enxaguar a boca vigorosamente e não fumar por 7 dias.

Outro fator importante está na sensação de desconforto ou dor que pode surgir. Caso seja necessário, o dentista pode recomendar o uso de analgésicos específicos. Veja, a seguir, outros cuidados que ajudam na recuperação:

  • limitar atividades físicas;
  • evitar bebidas quentes;
  • higienizar bem os dentes e a boca, inclusive o lugar dos pontos;
  • lavar a boca de maneira gentil com água morna e sal.

Em um processo de recuperação normal, a dor e o desconforto devem desaparecer entre três dias e duas semanas. Caso aconteça sangramento anormal, dor em excesso ou qualquer outro sintoma que não foi listado inicialmente pelo dentista, é indispensável entrar em contato rapidamente com o profissional.

De que forma é possível tratar a falta de dente?

Dentro dos tratamentos odontológicos, existem diversas possibilidades para tratar a falta de dentes. Tudo depende, no entanto, das razões que ocasionaram a exodontia, da quantidade de dentes saudáveis que ainda estão na boca e das necessidades de cada paciente.

O principal foco é garantir o conforto, a segurança de fixação e a estética, ao manter um sorriso bonito. Sem contar que a exodontia, ainda que seja de apenas um dente, prejudica a correta oclusão e traz uma série de problemas. Entre os principais estão dor na face, mastigação somente de um lado e perda óssea.

Veja, a seguir, as principais formas de tratar a falta de dente!

Indicação de prótese

Saiba que, para definir o tipo de tratamento ideal para quem passa por uma extração de dente, é preciso ter um acompanhamento com o profissional. Somente a avaliação clínica de cada caso permite indicar a prótese certa. Muitas pessoas desejam as opções mais discretas para manter a estética agradável, mas nem sempre isso é possível por conta da quantidade de dentes saudáveis remanescentes.

Outro ponto importante está em cuidar da saúde bucal de maneira minuciosa depois da colocação de uma prótese ou implante. A visita frequente ao dentista também permite avaliar a necessidade de limpezas específicas, outros tratamentos e cuidados de manutenção. Conhecer os hábitos do paciente ajuda ainda a montar um plano de recomendações focado na adaptação de novos dentes, o que faz toda a diferença nos resultados. .

Prótese total removível

Conhecida também como dentadura, esse tipo de prótese é indicada após a perda de todos os dentes. Ou seja, costuma ser recomendada para quem está com a saúde bucal muito fragilizada, como as pessoas da terceira idade. O processo é feito com base na anatomia da arcada tanto superior quanto inferior.

A remoção e a colocação costumam ser muito simples. Além disso, a prótese total removível permite uma fácil higienização. Por estar apoiada na gengiva, algumas pessoas ficam com receio por conta da fixação. No entanto, hoje em dia, existe uma série de cremes fixadores e higienizadores que ajudam na manutenção da prótese e tornam o dia a dia mais confortável.

Prótese parcial fixa

Esse tipo de prótese é indicada quando o paciente tem uma quantidade suficiente de dentes saudáveis na boca. Isso é importante porque os dentes remanescentes servem de base para a colocação da prótese e para a estrutura protética. Outro ponto é a avaliação do especialista em relação ao formato convencional, confeccionado com grampos que fazem uma espécie de abraço no dente, e o de attachments, que permite encaixes escondidos dentro da prótese.

Implante

O implante tem a finalidade de repor os dentes perdidos, porém, o termo se refere apenas à primeira etapa do tratamento. Trata-se, na prática, de uma estrutura de titânio que é compatível com organismos humanos e serve como raiz para o dente perdido anteriormente.

A fase seguinte do tratamento é composta pela prótese dentária, que corresponde a uma coroa sobre o implante. Nesse caso, a coroa inserida faz o papel da parte superior do dente.

Prótese sobre implantes

O formato da prótese, nesse caso, exige a colocação de implantes dentários que devem ser previamente instalados no osso da mandíbula ou do maxilar. Eles funcionam como substitutos das raízes. A partir disso, a colocação da prótese apresenta mais possibilidades, pois pode ser parafusada ou encaixada nos implantes.

Atualmente, essa é uma das técnicas preferidas por oferecer mais segurança na hora de comer os alimentos e também permitir uma aparência muito semelhante ao sorriso natural antes da extração dos dentes.

Pronto! Agora você já sabe quando é necessário fazer uma exodontia. O melhor caminho está em procurar por um dentista de confiança que tenha experiência no assunto. Assim, a partir de uma conversa esclarecedora, fica simples encontrar opções para repor os dentes perdidos e manter o conforto e a beleza de um sorriso bem cuidado.

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