Os pais não sabem quais medidas adotar em caso de emergência (trauma na boca) com as crianças e 74% procuram atendimento não adequado

O Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial preparou um Manual simples com 7 dicas básicas de como proceder quando uma criança bate a boca e tem um dente fraturado ou extraído. Os traumas dentários são muito constantes durante a recreação, seja um pega-pega ou um jogo de futebol, e representam 39% dessas “brincadeiras” que não acabam bem. Durante as férias, a incidência é maior, principalmente pelo fato das crianças ficarem em casa e nem sempre com o acompanhamento de um adulto.

As dicas acabam de ser disponibilizadas no site da entidade, que é o www.bucomaxilo.org.br, e são bem simples.
Depois de um acidente, segure sempre o dente pela coroa, nunca pela raiz. Se estiver sujo, lave em leite ou soro e coloque de volta na boca, no lugar ou embaixo da língua da criança. Se a criança for muito pequena e houver risco de engolir o dente, coloque-o em soro fisiológico ou simplesmente em um copo com leite. O líquido precisa ser estéril, livre de micro-organismos, e o leite está sempre à mão.

O presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Nicolas Homsi, orienta que as pessoas não limpem jamais o dente com qualquer produto, seja um antisséptico ou pasta de dente. Na sequência, procure um dentista o mais rápido possível. Em linhas gerais, é manter a calma, agir rapidamente, proteger o dente de forma adequada e ir até um profissional qualificado, que dará a melhor solução para o caso.
Para Dr. Nicolas Homsi é essencial que a população conheça o Manual da entidade com o passo a passo. “Ele foi desenvolvido depois de analisarmos pesquisa constatando que 48% pegariam o dente inadequadamente, ou seja, pela raiz, 49% embrulhariam em um papel, danificando o ligamento periodontal e prejudicando um possível reimplante e 74% não saberiam qual especialista procurar”.

O diretor do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Luciano del Santo, orienta que o melhor é evitar o trauma, alertar os pequenos dos riscos e tomar o máximo de cuidado. Quando o acidente é inevitável, nada de relaxar. É preciso agir rápido. “Infelizmente a população desconhece quais são as primeiras atitudes a serem tomadas em um momento desses, que muitas vezes é breve para as ações”, finaliza.

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