O crescimento da mandíbula é caracterizado por algumas variações que determinam a condição do crânio e da face. Porém, podemos dizer que essa variação anormal, em alguns casos, pode se transformar em algum tipo de deformidade, as chamadas anomalias dentofaciais.
Essa alteração é consequência direta de um ou mais dentes, em geral, em sua forma, tamanho e posição. Normalmente, ela aparece nos primeiros anos de vida e envolve diversos fatores, como hereditários, congênitos e adquiridos.
Para que você saiba mais sobre o assunto, explicaremos, neste artigo, o que são as anomalias dentofaciais, as suas principais causas e os sintomas, destacando a importância da sua prevenção. Continue a leitura e confira!
As anomalias dentofaciais são alterações incomuns do número, do tamanho e da estrutura dos dentes, que levam a uma desordem anatômica e funcional entre os dentes e suas bases ósseas. Ou seja, elas representam deformidades da maxila, da mandíbula ou da relação entre os dois ossos.
Essa deformidade provoca uma desoclusão — falta de encaixe entre os dentes superiores e inferiores. Dessa forma, acontece uma discrepância no crescimento e na formação dos ossos ou dos dentes do paciente. Em geral, essas anomalias surgem na fase dos dentes de leite, causando problemas dentários que só são identificados com exames de radiografia.
As causas que podem levar os ossos a más-formações são diversas, como genética, deficiência nutricional, uso de medicamentos na gestação, traumas, má higiene, entre outros. A seguir, listamos os principais fatores causadores do problema:
São aqueles que constituem os problemas dentofaciais de alteração genética. Isso significa que sua anomalia ocorre devido a alguma deficiência nos genes ou passada de geração para geração.
Os fatores congênitos são as anomalias desenvolvidas ainda na formação intrauterina. Ocorrem por causa da utilização de medicamentos ou drogas durante a gestação do bebê, assim como por deficiências nutricionais e distúrbios hormonais.
Os adquiridos são os fatores que provocam problemas dentários locais ou sistêmicos. Sendo assim, são originados por meio de infeções, de traumatismo, de acidentes cirúrgicos e de má higiene bucal.
Além disso, a alimentação pobre em fibras, a falta de estímulos ocasionados pela amamentação e os maus hábitos, como chupar dedo e chupeta, também podem causar danos aos ossos faciais e aos dentes.
De modo geral, os sintomas são as alterações da oclusão dentária e da mastigação, mas, dependendo da gravidade da anomalia, podem surgir problemas respiratórios, dores faciais e queixas estéticas.
O diagnóstico é feito mediante avaliação clínica detalhada, que inclui:
O tratamento do problema depende, basicamente, do tipo de anomalia e da sua gravidade. Isso porque é necessário avaliar se a saúde bucal do paciente foi comprometida.
Sendo assim, para verificar as condições bucais e realizar o tratamento de qualquer alteração, é necessário buscar um dentista especializado. Mas, em geral, a maioria das anomalias dentofaciais pode ser tratada com o uso do aparelho ortodôntico, uma opção muito utilizada, pois proporciona bons resultados a um valor acessível.
No caso de desalinhamento dos maxilares, dentes tortos ou estalos na mandíbula, por exemplo, o tratamento consiste na combinação de procedimento cirúrgico, como a cirurgia ortognática, e o uso de aparelho ortodôntico.
Vale ressaltar que a prevenção para esse tipo de problema é muito importante, sobretudo, quando é causado por fatores adquiridos. Esse cuidado evita o aparecimento de outros problemas dentários, para que a questão estética do seu sorriso não seja afetada.
Para evitar ou tratar as anomalias dentofaciais, lembre-se de sempre consultar um dentista, no mínimo, a cada seis meses ou quando perceber alguma anormalidade. Esse acompanhamento regular fará toda diferença no seu tratamento!
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