A anestesia é um dos fatores que fazem com que muitas pessoas desistam de se submeter a tratamentos cirúrgicos, mesmo aqueles que podem mudar positivamente sua qualidade de vida.
O medo da anestesia é frequente e está presente em grande parte das pessoas. Assim, é importante entender tudo o que está por trás dos procedimentos anestésicos.
Nesse artigo, vamos explicar como funciona a anestesia e quem é o profissional responsável por ela. Confira!
Na cirurgia bucomaxilofacial, temos situações onde o paciente apresenta questões funcionais importantes, que exigem um tratamento cirúrgico para a resolução dos seus problemas. As deformidades faciais podem causar deficiências respiratórias, na mastigação, dores e incômodos, prejudicando a qualidade de vida do indivíduo. Mesmo que a questão seja somente estética, todos os pacientes devem seguir o mesmo protocolo de segurança.
A anestesia consiste na alteração das funções do organismo induzida por medicamentos com suas diferentes propriedades. Ela permite a realização de procedimentos cirúrgicos, invasivos ou diagnósticos, diminuindo ou eliminando a dor e outras respostas indesejadas.
Ela produz:
São três os tipos de procedimentos anestésicos em geral: anestesia local, regional e geral:
Em relação à sedação, temos um termo mais amplo. Sedar é induzir a um estado de relaxamento. Esse estado tem vários níveis, relacionados à quantidade de medicamentos administrada. Dessa forma, o profissional responsável pela anestesia pode ajustar de acordo com a exigência de cada procedimento.
Identificamos três tipos de sedação: ligeira, onde o paciente não adormece e pode falar normalmente; moderada, onde há relaxamento e sonolência e o paciente pode seguir instruções simples; profunda, onde o paciente se encontra em um estado intermediário entre a sedação moderada e a anestesia geral. Nesse caso, o paciente encontra-se adormecido.
O ato anestésico é realizado por médico anestesista ou devidamente habilitado na prática de anestesia e sedação. O anestesista é um médico especializado nesse tipo de procedimento, responsável por aplicar a anestesia e monitorar o paciente. Esse médico permanece junto ao paciente durante todo o procedimento cirúrgico. Assim, ele é o responsável pela monitorização da frequência cardíaca, pressão arterial, oxigenação e respiração do paciente ininterruptamente.
Em consequência da indicação do procedimento cirúrgico, todos devem fazer uma avaliação clínica.
Sim. Para qualquer procedimento anestésico/cirúrgico é necessário que o paciente saiba como anda a sua saúde em relação a: coração, função renal, função endócrina e hematológica. As escolhas da técnica anestésica e do tipo de drogas a serem administradas pelos profissionais dependem dessa avaliação.
Atualmente, nos grandes centros hospitalares ou clínicas particulares é comum a existências dos chamados ambulatórios de pré-anestésicos que são ferramentas importantes para a segurança do paciente.
No ambulatório, o profissional, de acordo com a avaliação do seu clínico e dos resultados dos exames, encontrará segurança para indicar a melhor anestesia ou solicitará outros exames.
Qualquer técnica de anestesia tem como indicação o conforto, segurança para o paciente e condições ideais para o cirurgião realizar o procedimento necessário.
Você pode e deve saber de antemão qual a técnica anestésica a qual será submetido, cabendo ao profissional explicar as mais seguras no seu caso.
“Posso escolher?” – Pode, desde que a sua condição clínica permita uma ou mais técnicas. Hoje associação de técnicas é muito comum, pensando sempre no conforto pós-operatório para o paciente.
Quando qualquer técnica anestésica é indicada, é fundamental um jejum de oito horas para alimentos sólidos, leites e sucos com fibras. Ele é obrigatório e essencial para a segurança.
Os alimentos sólidos estimulam o suco gástrico. Caso o estômago esteja cheio na indução anestésica (responsável pela abolição dos reflexos com a tosse), o paciente pode vomitar e aspirar esse suco gástrico. Possibilitando assim a ocorrência de uma pneumonia aspirativa de difícil tratamento. Portanto, o jejum é primordial!
Dependendo da cirurgia, para melhor acesso e técnica do cirurgião, é possível ocorrer uma intubação nasotraqueal que se trata de uma técnica um pouco mais elaborada. Ela pode causar algum desconforto no pós-operatório, mas garantem uma segurança ao cirurgião. Isso pode acontecer em especial nas cirurgias bucomaxilofaciais, nas de nariz e garganta (otorrinolaringologia).
Toda cirurgia leva a um desconforto, dependendo do tipo de cirurgia e do trauma cirúrgico. A farmacologia para o tratamento da dor pós-operatória é extensa, mas o limite fisiológico deve ser respeitado, porque todas as cirurgias levam a uma depressão respiratória, inclusive quando o paciente estiver na unidade de internação (quarto), sem a monitorização adequada do ambiente cirúrgico.
A anestesia realizada em ambiente hospitalar é muito segura. Hoje todos os hospitais, por lei, precisam ter uma monitorização básica que garantam a segurança dos pacientes.
Paciente responsável e bem avaliado clinicamente dificilmente correrá riscos, porém, medicina não é uma ciência exata e cada paciente reage de uma forma diferente.
Faça sempre o ambulatório pré-anestésico.
Recomendamos você a sempre buscar bons profissionais para realizarem um diagnóstico correto e cuidar muito bem de sua saúde.
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